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Pagode japonês de telhados escuros entre nuvens, com as montanhas ao fundo

Comparações

Melhor eSIM para o Japão: escolher o teu sem exagerar no plano

Não há um eSIM melhor para toda a gente: há um que encaixa com os teus dias e com a tua forma de viajar. Os cinco dados que decidem, por ordem.

Nerea Aguilar 8 min Foto de Cosmin Georgian no Unsplash

Procurar o melhor eSIM para o Japão e encontrar uma lista de fornecedores ordenados do um ao dez é o mais comum, e também o menos útil: essa lista está ordenada para a viagem de quem a escreveu, não para a tua. Cinco dias em Tóquio e uma rota de três semanas por Quioto, Kanazawa e Hokkaido não precisam do mesmo, ainda que o destino se chame igual.

O que sim se pode ordenar são os critérios. Estes cinco, por esta ordem, deixam uma só opção em cima da mesa na maioria dos casos.

1. Os dias, que é o dado que mais gente calcula mal

Um plano de eSIM tem uma janela de validade, e essa janela conta-se em dias de calendário desde que começa, não em dias de uso. Se a tua viagem são doze dias, um plano de dez não te serve para os dois últimos, e um de quinze serve.

Conta o dia de partida e o de volta. Um voo que aterra às seis da manhã já é um dia completo de dados, e o dia da volta vais precisar dele até embarcares, que costuma ser quando mais se usa o telemóvel: check out, comboio para o aeroporto, cartão de embarque.

No Japão há outro pormenor prático: as escadas de dias que o catálogo oferece não são as mesmas em todos os destinos, por isso o prazo que procuras pode não existir tal e qual e tocar subir ao degrau seguinte. Vê-se na ficha, mudando os dias e olhando o que acende.

2. Os gigas, calculados sobre o teu uso e não sobre o medo

O Japão é um destino de mapas e de tradução, não de vídeo. Anda-se muito, consulta-se muito o metro e fotografa-se tudo, mas a maior parte do que gasta uma viagem é carregar fotos e ver stories, não navegar.

Como viajasPor dia, no Japão
Mapas, comboio e mensagens200 a 400 MB
O anterior mais redes sociais500 a 800 MB
Juntando vídeo e stories diárias1 a 1,5 GB
A trabalhar pelo caminho1,5 GB ou mais

As contas completas, aplicação a aplicação, estão em quantos gigas gastas mesmo numa viagem.

3. Que rede usa o plano

Um eSIM não tem antenas próprias: liga-se à rede de um operador local, e no Japão há vários com coberturas parecidas na cidade e algo diferentes na montanha. Qual usa cada plano e com que tecnologia di-lo a folha técnica da ficha do destino, e é o dado que mais se ignora.

Se a tua viagem fica por Tóquio, Quioto e Osaka, isto tanto faz: a cobertura é excelente nas três. Se vais aos Alpes japoneses ou a Hokkaido no inverno, ver antes é tempo bem gasto.

4. Se precisas de número ou só de dados

A maioria dos planos de viagem é de dados, e para quase tudo o que se faz no Japão chega: os restaurantes reservam-se pela internet, os táxis pedem-se por aplicação e as chamadas vão por mensagens. Há destinos onde o catálogo oferece também planos com minutos, e outros onde não existe nem um.

O importante é que o teu cartão de sempre fica dentro do telemóvel e continua a receber chamadas e SMS. O eSIM soma-se, não substitui.

Como fica o telemóvel com as duas linhas postas, e os três ajustes que evitam sustos, está em o teu número de sempre e o WhatsApp enquanto viajas.

5. Quando começa a contar

Aqui está a armadilha clássica das comparações: há planos que começam a contar quando se instalam e outros quando se ligam pela primeira vez a uma rede do destino. Não é igual em todos os sítios nem em todos os planos, por isso um guia que o afirme em geral erra em metade dos casos.

A regra segura é instalar em casa, com wifi, e não activar até chegar quando o plano o permitir. A ficha de cada destino di-lo no passo da instalação, com o texto que corresponde a esse catálogo.

O calendário completo do que fazer e quando está em quando instalar e quando activar o teu eSIM.

E uma comparação que sim se pode fazer: contra o roaming

O Japão está fora da União Europeia, por isso o roaming do teu tarifário não viaja contigo como faz em França ou em Itália. O que se paga ali decide-o o teu operador, e vai desde um pacote diário até uma tarifa por megabyte, que é de onde saem as facturas que se contam no trabalho.

O que cobra cada operador e como confirmá-lo no teu caso está em o roaming no Japão, quanto custa e como evitá-lo.

Perguntas frequentes

Qual é o melhor eSIM para o Japão?

O que cobre os teus dias de viagem com os gigas que vais gastar de facto. Não há um melhor em abstracto: muda conforme a tua viagem sejam cinco dias em Tóquio ou três semanas pelo país.

Quantos gigas preciso para dez dias no Japão?

Com mapas, comboio e mensagens, entre 2 e 4 GB. Se além disso usas redes sociais todos os dias, conta entre 5 e 8. Com vídeo diário, mais de 10.

O eSIM funciona no Shinkansen e no metro de Tóquio?

Sim. A rede japonesa cobre o metro e quase todo o percurso do comboio de alta velocidade, com os cortes próprios dos túneis longos. O eSIM usa essas mesmas antenas.

Preciso de um eSIM com chamadas para o Japão?

Normalmente não. Reservas, táxis e mensagens vão por dados. Se o teu plano leva minutos ou não depende do destino e do plano, e vê-se na ficha antes de comprar.

Quando começa a contar o plano?

Depende do plano: uns começam ao instalar e outros ao ligar pela primeira vez a uma rede do destino. A ficha do Japão di-lo no passo da instalação.