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Igreja iluminada de noite numa rua de calçada entre montanhas

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Voluntariado na América Latina: projectos, países e a questão do idioma

No Brasil partilhas a língua; no resto, a língua de trabalho é o espanhol. Que projectos há, o que ver por país e o que preparar antes de partir.

Irene Salazar 6 min Foto de Andres Medina no Unsplash

A América Latina é um dos destinos de voluntariado mais procurados, e para quem fala português tem duas caras: no Brasil partilha-se a língua desde o primeiro dia, e no resto do continente trabalha-se em espanhol. Quanto dele levas decide, logo à partida, o que podes mesmo dar.

Que tipo de projectos há

  • Educação e apoio escolar, onde o teu nível de língua pesa mais do que em qualquer outro sítio.
  • Conservação e reflorestação, em zonas de selva e de montanha.
  • Construção e melhoria de infra-estruturas comunitárias.
  • Saúde e acompanhamento, que costumam exigir formação certificada.
  • Turismo comunitário e desenvolvimento local, onde faz falta gestão e não braços.

O último é o que melhor encaixa com perfis profissionais e o que menos se oferece nos catálogos de voluntariado pago.

O que há que ver por país

Cada país tem as suas regras de entrada, a sua situação de segurança e as suas recomendações sanitárias. E dentro de um mesmo país, a diferença entre uma região e outra pode ser enorme.

  1. Requisitos de entrada e se a autorização admite voluntariado.
  2. As recomendações de viagem do ministério dos negócios estrangeiros do teu país para essa região concreta, não para o país inteiro.
  3. Vacinas e profilaxia consoante a zona, que na selva mudam em relação à cidade.
  4. A altitude, se o destino for nos Andes: há projectos acima dos três mil metros.
Colinas verdes cobertas de floresta com nuvens baixas
Muitos projectos estão em zonas de montanha ou selva, com cobertura irregular. Foto de Miguel Vargas no Unsplash

A ligação

Nas cidades não vais ter problemas. Nos projectos rurais, conta com cobertura irregular e com que o wi-fi do alojamento seja partilhado e lento. Um plano de dados do próprio país é a rede de segurança, e em vários destes destinos o cartão local exige um trâmite que se torna mais incómodo a partir de uma aldeia.

Como está a cobertura num dos destinos mais habituais: internet na Colômbia.

E uma coisa sobre o idioma

Entender espanhol não é falá-lo, e no trabalho nota-se. Junta-se a isso que palavras do dia-a-dia significam outra coisa de país para país, às vezes muito outra: perguntar vale sempre mais do que dar por adquirido. É exactamente o pormenor que abre portas no primeiro dia.

Perguntas frequentes

Que voluntariados há na América Latina?

Educação, conservação e reflorestação, construção, saúde com formação certificada e projectos de desenvolvimento local, que são os que melhor encaixam com perfis profissionais.

Preciso de visto para fazer voluntariado?

Depende do país e da autorização: muitas autorizações de turista não admitem voluntariado. Verifica-se no site oficial de cada país.

Haverá cobertura no projecto?

Em cidades sim; em zonas rurais é irregular e o wi-fi costuma ser partilhado e lento. Um plano de dados do próprio país funciona como reserva.

Que nível de espanhol é preciso?

Para projectos de educação, bastante; para construção ou conservação, menos. E atenção: entender não é falar, e o vocabulário do dia-a-dia muda de sentido de país para país.