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Trabalhar a viajar: como montar a ligação para que não te deixe a pé
Uma só ligação não chega quando dela depende o teu trabalho. Como prever redundância, quantos dados calcular e o que verificar à chegada.
Quando a viagem é também o escritório, a ligação deixa de ser uma comodidade e passa a ser infra-estrutura. E a regra da infra-estrutura é sempre a mesma: o que tem um só caminho, um dia cede.
A regra dos dois caminhos
Quem trabalha a viajar precisa de duas formas independentes de se ligar, e que não dependam da mesma coisa. A combinação habitual é esta.
- O wi-fi do alojamento ou do espaço de trabalho, como caminho principal.
- Dados móveis teus, como reserva, num plano suficientemente grande para aguentar um dia inteiro de trabalho.
- E, se o trabalho não admitir falhas, um segundo plano de outro operador local, porque as quebras costumam afectar uma rede e não todas.
Quantos dados calcular
| Jornada | Por dia |
|---|---|
| Correio, documentos e mensagens | 500 MB - 1 GB |
| Com duas ou três reuniões em vídeo | 2 - 4 GB |
| Com envio de ficheiros pesados | 4 GB ou mais |
| Partilhando a ligação com o portátil o dia todo | 5 GB ou mais |
Com esta forquilha, um mês de trabalho a partir do estrangeiro passa facilmente dos 50 GB, e é o caso claro em que um plano ilimitado faz sentido, quando o destino o oferece.
Quando compensa o ilimitado e quando não está em eSIM ilimitado ou por gigas.
O que verificar no dia em que chegas
- A velocidade real do wi-fi do alojamento, com um teste à hora a que trabalhas.
- Que a ligação partilhada a partir do telemóvel funciona com o teu portátil.
- Que as reuniões aguentam: uma chamada de teste de cinco minutos vale mais do que olhar para o número de megas.
- Onde fica o segundo sítio ligado mais próximo, caso o primeiro ceda.
Este último ponto é o que separa um contratempo de uma crise: saber de antemão para onde ir com o portátil debaixo do braço.
O fuso horário, que não é um pormenor
Se as tuas reuniões são de tarde em casa e tu estás na Ásia, as tuas horas de trabalho caem de noite, quando a rede está descarregada e vai melhor. Se estiveres na América, coincidem com o pico de tráfego local. É uma diferença real de qualidade e convém tê-la em conta ao escolher o destino.
E um aviso legal que não é técnico
Trabalhar a partir de outro país tem implicações fiscais e às vezes de visto. Nada disso se resolve com uma ligação, e convém informar-se antes de te instalares nalgum sítio por uma temporada.
Perguntas frequentes
Quantos dados são precisos para trabalhar a viajar?
Entre 2 e 4 GB por dia com duas ou três reuniões em vídeo, e mais se enviares ficheiros pesados ou partilhares a ligação com o portátil o dia todo.
Chega-me o wi-fi do alojamento?
Como caminho principal sim, mas não como único. Quem trabalha a viajar precisa de uma reserva de dados móveis própria.
Compensa um plano ilimitado?
No trabalho remoto quase sempre: um mês de jornadas com reuniões passa facilmente dos 50 GB.
O que verifico à chegada?
A velocidade do wi-fi à hora a que trabalhas, que a ligação partilhada funciona com o teu portátil e onde fica o segundo sítio ligado mais próximo.
O fuso horário influi na qualidade?
Sim: trabalhar de noite local coincide com a rede descarregada, e fazê-lo à hora de ponta local nota-se nas videochamadas.