Na viagem
Sete erros com o telemóvel que podem estragar uma viagem
Nenhum é exótico e todos se resolvem antes de sair de casa. As falhas que mais se repetem e o que fazer em vez disso.
Quase todos os problemas de ligação de uma viagem cometem-se antes de sair de casa, e quase todos se resolvem nos dez minutos que ninguém dedica a isto. Estes sete são, por ordem, os que mais aparecem.
1. Ligar o telemóvel ao aterrar sem ter desligado o roaming
O telefone esteve doze horas sem ligação e tudo o que estava pendente sai de uma vez: correio com anexos, cópias de fotografias, atualizações e os vídeos dos grupos. Fora da tua zona, com tarifa ao consumo, é aí que se vai uma parte do orçamento.
Em vez disso: desligar o roaming de DADOS na tua linha antes de embarcar e deixar a linha ligada para chamadas e mensagens.
2. Deixar a cópia de segurança de fotografias em automático
Numa viagem tiram-se centenas de fotografias e muitos telemóveis carregam-nas assim que detetam ligação. É a forma mais rápida de esvaziar um plano sem olhar para o ecrã.
Em vez disso: cópia de segurança só com wifi, e que carregue de noite no hotel.
3. Pôr o telemóvel inteiro em modo de voo a viagem toda
É a reação de quem já levou um susto, e tem o seu próprio custo: sem linha não chegam o aviso de mudança de porta, a chamada do hotel nem a mensagem do banco ao pagar com cartão.
Em vez disso: linha ligada para voz e mensagens, dados por onde tu decidires.
4. Deixar a ligação para quando chegares
Comprar um cartão no destino é fácil nuns países e complicado noutros, e depende sempre de horários, filas e de o balcão estar aberto à hora a que aterras.
Em vez disso: deixá-lo resolvido antes de voar, seja com um pacote do teu operador ou com um eSIM instalado em casa.
5. Não descarregar nada antes de sair
Mapas, idiomas do tradutor, música, séries e cartões de embarque. Tudo isso ocupa armazenamento e não gasta plano se for descarregado com wifi, e é exatamente o que faz falta nos momentos sem cobertura.
Em vez disso: na véspera à noite, com wifi, meia hora de descargas.
6. Confiar tudo a um só telemóvel
Se o telefone se parte, se perde ou fica sem bateria, com ele vão-se o cartão de embarque, as reservas, o mapa e a única linha. E um eSIM não passa sozinho para outro telemóvel.
- Leva bateria externa e o respetivo cabo.
- Guarda cópia de reservas e bilhetes no correio, para os poderes abrir a partir de outro aparelho.
- Tem os telefones importantes apontados também fora do telemóvel.
- Se viajarem dois, que cada um tenha os seus dados em vez de depender do mesmo telefone.
7. Fazer coisas sensíveis em qualquer rede aberta
Hoje quase todo o tráfego vai cifrado e o risco não é o de há dez anos, mas as redes abertas continuam a ter as suas armadilhas: portais que pedem mais dados pessoais do que os necessários e redes falsas com nome credível.
Em vez disso: para banca e assuntos importantes, os teus próprios dados móveis. É mais rápido e não depende da rede de ninguém.
O que convém saber antes de se ligar num terminal está em o wifi grátis do aeroporto.
Perguntas frequentes
Qual é o erro mais caro ao viajar com o telemóvel?
Ligá-lo ao aterrar com o roaming de dados da tua linha ligado. Tudo o que estava pendente sincroniza de uma vez numa rede estrangeira.
É má ideia viajar em modo de voo?
Como plano permanente sim: ficas sem avisos do voo, sem chamadas e sem as mensagens do banco. Melhor deixar a linha ativa só para voz e mensagens.
O que descarrego antes de sair?
Os mapas das cidades e do percurso, o idioma do tradutor, a música e as séries do trajeto e os cartões de embarque.
O wifi público é perigoso?
O risco é menor do que há anos porque quase tudo vai cifrado, mas convém desconfiar de redes com nomes credíveis que não são as oficiais e não dar mais dados pessoais do que os necessários nos portais de registo.
O que faço se perder o telemóvel em viagem?
Ter cópia de reservas e bilhetes no correio, os telefones importantes apontados fora do telemóvel e, se viajarem dois, dados nos dois telefones. Um eSIM não passa sozinho para outro aparelho.