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Vendedor a arrumar produto no expositor de uma loja de telemóveis

Comparações

Comprar um cartão SIM no aeroporto: quando corre bem e quando não

É o costume de sempre e tem truque. O que perguntar ao balcão, o que confirmar antes de sair e em que destinos é má ideia.

Tomás Berruezo 6 min Foto de Adhitya Sibikumar no Unsplash

Comprar o cartão ao chegar funciona, e funciona pior do que as pessoas recordam. A memória guarda as vezes que correu bem e esquece a fila de madrugada, o balcão fechado e o plano que afinal não era o que parecia.

Quando corre bem

  • Em destinos onde o processo é simples e há vários balcões a concorrer.
  • Quando aterras em horário comercial e não tens pressa.
  • Em estadias longas, onde um tarifário local sai melhor do que qualquer plano de viagem.
  • Se o teu telemóvel não aceita eSIM, caso em que é a opção natural.

Quando corre mal

  • Voos que chegam de madrugada, que é quando aterra meio longo curso.
  • Países com registo obrigatório e papelada, onde a activação não é imediata.
  • Aeroportos com um só balcão, que é onde os preços de turista disparam.
  • Quando precisas de dados logo à saída, para pedir o transfer ou encontrar o hotel.

As cinco perguntas do balcão

Se comprares lá, estas cinco evitam quase todos os dissabores.

  1. Quantos dias dura e desde quando conta?
  2. Quantos gigas são e o que acontece quando acabam?
  3. Funciona no país inteiro ou só nesta região?
  4. Inclui chamadas e mensagens, ou são só dados?
  5. Pode carregar-se e como?

E uma confirmação antes de saíres do balcão: que o telemóvel já navega com o cartão posto. É o momento de o resolver, não duas horas depois no hotel.

O que fazer com o teu cartão de sempre

Ao meter o cartão local, o teu sai do telemóvel se só houver uma gaveta. Guarda-o num sítio fixo, sempre o mesmo, e não num bolso das calças: voltar a casa sem ele é mais comum do que parece, e recuperar o número leva dias.

Com um eSIM esse problema não existe, porque a tua linha não sai de dentro do telemóvel.

A comparação das três formas de ter dados lá fora está em eSIM, pocket wifi ou cartão local.

Perguntas frequentes

É boa ideia comprar o cartão no aeroporto?

Funciona bem em destinos com processo simples e chegada em horário comercial. Corre pior de madrugada, em países com registo obrigatório ou se precisares de dados logo à saída.

O que pergunto ao balcão?

Dias e desde quando contam, gigas e o que acontece ao esgotá-los, se cobre o país inteiro, se leva chamadas e se pode carregar-se.

É mais barato do que um eSIM?

Às vezes é, sobretudo em estadias longas, e às vezes não: os balcões de aeroporto costumam ter preços de turista.

O que faço ao meu cartão de sempre?

Guardá-lo sempre no mesmo sítio seguro. É a perda mais comum da viagem, e recuperar o número leva dias.

E se o meu telemóvel não aceitar eSIM?

Então o cartão local é a opção natural, a par do pacote internacional do teu operador ou de um router portátil de aluguer.